domingo, 13 de junho de 2010

Cristiano Ronaldo minimiza jejum e compara: 'Gols são como ketchup'



Sem marcar pela seleção há oito partidas, astro afirma que o mais importante para Portugal é a questão coletiva

Por GLOBOESPORTE.COMMagaliesburg, África do Sul
Cristiano Ronaldo em coletivaCristiano Ronaldo em coletiva neste domingo, 
na África do Sul (Foto: AP)
Cristiano Ronaldo mostrou ser um ídolo dos tempos modernos. Deixando de lado os velhos ditados do futebol, como a “caixinha de surpresas”, o atacante de Portugal fez uma analogia curiosa ao comentar o jejum de gols pela seleção, que dura oito partidas, ou 15 meses. Em concorrida entrevista coletiva na manhã deste domingo, na África do Sul, o astro falou sobre a dificuldade de balançar a rede e mostrou saber qual é o ingrediente necessário para matar essa fome.
- Como alguém me falou uma vez, os gols são como o ketchup: podem demorar a sair, mas vêm todos de uma vez. Não estou preocupado. Vou continuar a trabalhar da mesma forma, e os gols vão aparecer com certeza. Espero que isso possa ocorrer para poder ajudar a equipe e ganharmos juntos - disse.
Terceiro colocado na lista de goleadores do último Campeonato Espanhol, com 26 gols, em sua primeira temporada pelo Real Madrid, Cristiano Ronaldo também minimizou a possibilidade de lutar pela artilharia da Copa. O atacante, que disputará seu segundo Mundial, lembrou a importância de um bom desempenho coletivo.
- Não vou dizer que quero ser o melhor jogador ou artilheiro do Mundial. Vou dar o meu máximo e tentar ser o melhor. Quero continuar a trabalhar para ter um bom desempenho e ver onde podemos chegar - explicou.
Cristiano Ronaldo também preferiu deixar de lado a questão individual, embora seja candidato a um dos destaques da Copa. A preocupação do atacante é que seu desempenho seja benéfico para a sua seleção. Ele ainda descartou sofrer qualquer problema físico.
- Estou melhor do que há três semanas, tenho trabalhado bem, assim como o resto da equipe. Estou num grande momento e espero que isso se reflita no campo. Quero fazer um bom Mundial - afirmou.

Drogba revela: por pouco não defendeu a seleção da França



Atacante lembra que instabilidade política da Costa do Marfim há dez anos o fez pensar em optar pela nacionalidade europeia

Por GLOBOESPORTE.COMLondres
Drogba treino Costa do MarfimDrogba revelou ter sido seduzido pela chance de
defender a seleção da França (Foto: AFP)
Didier Drogba é um astro literalmente internacional: joga na Inglaterra, nasceu na Costa do Marfim, mas por pouco não defendeu a seleção da França. O atacante do Chelsea revelou que, por causa da instabilidade política de seu país, há dez anos cogitou a possibilidade de fazer parte da seleção europeia.
O jogador de 32 anos lembrou que após o mau desempenho da Costa do Marfim na Copa Africana de Nações de 2000, o general marfinense Robert Guei aprisionou os jogadores. Naquela época, Drogba já atuava no futebol francês.
- Não tenho qualquer arrependimento. Tenho certeza de que se naquela época fosse convocado, optaria pela nacionalidade francesa. Não havia motivos para eu jogar pela Costa do Marfim, pois o país estava uma grande confusão - disse Drogba ao jornal inglês “News Of The World”.
No entanto, o jogador garantiu ter feito a escolha certa. Embora tenha vivido a maior parte do tempo na Europa, Drogba destacou a importância de ter optado por defender a Costa do Marfim.
- Fiquei mais perto das minhas origens, das minhas raízes e do meu povo. Aceitar a convocação para o meu país me fez descobrir quem eu realmente era - frisou.
Após ser submetido a uma cirurgia no cotovelo direito por causa de uma fratura ocorrida durante o amistoso contra o Japão, Drogba permanece como dúvida para a estreia da Costa do Marfim na Copa do Mundo, nesta terça-feira, contra Portugal. No entanto, o atacante mostrou confiança no desempenho de sua seleção na África do Sul.
- Será muito difícil, mas esperamos ao menos passar da primeira fase. Para um pequeno país como o nosso, chegar ao mata-mata já seria uma conquista.
 

Inglesa tem memória zerada a cada 24 horas


Michelle Philpots
Michelle Philpots tem a memória apagada a cada 24 horas. Por causa de dois acidentes 
automobilísticos, a inglesa de 47 anos sofreu sequelas que afetam as suas lembranças desde 1994. 


A mulher acorda toda manhã pensando que está em 1994 e não consegue se
 lembrar de absolutamente nada que se passou nos últimos 16 anos. Da mesma
 forma que Bill Murray na comédia romântica "Feitiço do tempo" (do original "Groundhog Day"),
 ela volta ao mesmo dia, ao mesmo dia, ao mesmo dia... Como se o "disco" da memória estivesse 
arranhado (os mais antigos entenderão).
Michelle precisa até ser lembrada diariamente pelo marido que os dois se 
casaram em 1997. Ian tem que mostrar a ela o álbum de casamento para provar que não 
está mentindo. Os dois vivem em Spalding (Inglaterra). 


A situação também faz com que a inglesa ria da mesma piada há 16 anos, exatamente
 porque não pode se lembrar dela. Michelle também volta a ver filmes e programas na TV 
como se fossem inéditos. Revistas de fofocas de dez anos atrás parecem recentíssimas


Para lidar com a situação, Michelle usa dezenas de mensagens em post-its e alarmes
 no celular para se lembrar do que tem que fazer a cada dia. Como não se lembra dos caminhos,
 a mulher quase não sai de casa sozinha. 


Mas Michelle vê vantagens nisso tudo. Uma delas, diz a inglesa, é se apaixonar todos os 
dias por Ian. A vida imitando "Como se fosse a primeira vez" (do original "50 First Dates"), 
em que a personagem de Drew Barrymore sofre traumatismo craniano e o veterinário vivido 
por Adam Sandler precisa conquistá-la a cada dia, pois ela tem problema de memória e não o reconhece.

Meninas Argentinas